Pina Bausch
Um dos ícones do ballet moderno do século
XX, especialmente popular e com ligações
fortes a Portugal e ao público português.
«Pina Bausch via mais, ouvia mais e sentia mais. E a delicadeza, humildade e
intensidade com que o fazia, despertou nos bailarinos e no público uma
reacção semelhante na intensidade. Estimulados por ela, vimos mais,
ouvimos mais e sentimos mais. Coisa cada vez mais rara numa sociedade
onde a apatia se instala com facilidade frente ao televisor ou ao ecrã do
computador e onde o convívio da diferença, de cultura e de personalidades
dentro de cada cultura, é uma riqueza que existe sem que lhe demos o
devido valor.
E ela viu isso em Lisboa. Está em Masurca Fogo, como repara Gil Mendo. E
em Lisboa, as pessoas continuam a cruzar-se com a diferença sem executar
o movimento de aproximação e de encontro, de troca, de convivência, de
partilha. Enquanto os dias correm demasiado depressa, cada vez vimos
menos, ouvimos menos, sentimos menos. Não era esse o programa de Pina
Bausch. E por isso também, mas não só, o seu tempo em cena era diferente
do tempo dos dias rápidos. E por isso em cena, mas não só, os olhos se
fechavam, não para verem menos, mas para sentirem mais e observarem
mais profundamente o que sentiam.»
Claudia Galhós
Outros livros do autor
Comentários
Não existem comentários para este livro!






